O toque
- ACCS
- 29 de dez. de 2018
- 1 min de leitura
Por CINTIA MARIA SANTOS SILVA
Fizemos nosso trabalho artístico e colocamos nossa obra de arte no hiato amarelo
da faculdade de dança, para que a visualização das obras atingissem o número maior de pessoas, tornando a exposição mais ampla.
Dentre várias obras estava a minha, que consistia em um emaranhado de luvas
cirúrgicas recicladas, coladas em um semicírculo de isopor, que mais parecia sair de
dentro dele.
A minha obra foi denominada de “O toque”, e desta forma eu quis retratar tudo que
vivemos ao longo da nossa ACCs, aprendendo a nos tocar, a nos sentir, a entender que
contato físico é algo bom e precisa ser praticado. Durante todo o semestre as nossas
coreografias eram baseadas em contato corporal, trazendo a ideia de um “cardume de um corpo só”, por isso coloquei as luvas infladas, uma grudada na outra para ter a ideia de união. Escolhi luvas porque as mãos são os olhos dos deficientes visuais, afinal de contas é pelas mãos que eles sentem e “enxergam” o mundo.
As luvas como se estivessem saindo do semicírculo simbolizavam o mundo ao
alcance de suas mãos. Nesta obra, pense em representar a união, contato, as mãos como ferramenta de visualização e o mundo como algo a ser conquistado.
Nesse último dia senti um misto de entusiasmo e tristeza, pois chegou ao fim uma
jornada superinteressante, com pessoas incríveis que me ensinaram tanta coisa, me deram tanta carinho. A palavra para encerrar esse ciclo de tanto amor não poderia ser diferente:
Gratidão!

Foto Fabiana Reis Pereira
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