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Melhor de todos (?)

  • Foto do escritor: ACCS
    ACCS
  • 29 de dez. de 2018
  • 2 min de leitura

Por Jéssica Mariana

Bom, eu achei que o último relato foi o enviado para a aula, então preparei toda a minha despedida em cima dele, mas resolvi e achei que era necessário fazer o último realmente da última aula.


Eu já havia mencionado que uma certa aula teria sido a melhor de todas, mas depois de sexta notei que eu havia considerado muitas aulas como a ‘’melhor de todas’’. Isso me fez refletir sobre varios aspectos da minha vida: Por que temos que classificar algo como ‘’melhor’’ ou pior? Porque sempre tem que haver essa comparação? As coisas não podem ser apenas muito boas ou ruins?


Antes da apresentação dos trabalhos, fiquei pensando em como queria estar nessa classificação do ‘’melhor de todos’’. Mas ao longo da tarde, após presenciar cada um dos trabalhos feitos com muito carinho por todos que ali estiveram, que tiraram um pouco do seu tempo, da sua criatividade e usaram do seu melhor para representar uma avalanche de sentimentos com suas ‘’performances’’ individuais, essa forma de comparação já montada na minha cabeça, se desfez totalmente. Todos os trabalhos possuíam sua subjetividade, seu toque, sua emoção, cada um desses bem específico da avalanche de sentimentos que nos cercaram ao longo da matéria. 


Percebi que o mais importante ali foi a experiência que cada um de nós levou. Tenho certeza que são aprendizados para toda a vida. Como eu falei, a matéria me marcou de uma forma... Entrou na minha mente, me fez questionar diversas concepções do que é normal, se há realmente um normal, certo ou errado. No dia que eu estava observando a farmácia que me deparei com um monte de escadas, o desespero transpareceu em mim e tentei loucamente achar o elevador, ou rampa, uma forma de tornar o local mais acessível. Felizmente achei e prontamente me subiu um alívio tão grande...

 

A ACCS marcou meu cotidiano e minha forma de agir e pensar. Saí um pouco da minha bolha e agora observo tudo com mais cautela e cuidado. As dinâmicas e debates em sala me fizeram também mudar enxergar a forma de como lidar com as coisas. De parar na rua, sentir o cheiro de uma flor, sentir a brisa no meu rosto, abraçar meus amigos, minha mãe... Passei a tentar me doar mais para o outro.


Se eu fosse descrever o que mais aprendi no componente em apenas uma palavra seria definitivamente EMPATIA. 


Quero agradecer a vocês por terem feito eu me questionar, me prontificar, fazer barulho, gritar para que enxerguem que o mundo tem que ser acessível a todos. 

 Sem duvida o que mais me marcou foi a apresentação do Grupo X no dia do evento na ufba, e seu discurso que martela até hoje na minha cabeça ‘’Eu perdi’’. Fiz um dos relatos sobre ele, inclusive. 


Nunca vou me esquecer de tudo que acabei de mencionar e quero dizer que vou levar tudo isso para minha vida. 


Obrigada! 


 
 
 

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